Nutricionista infantil dobra base atendendo só pais
Bia Costa percebeu que estava tentando vender pros filhos, mas os pais decidiam. Mudou o copy — e o resto do funil veio junto.
Bia Costa atendia crianças e adolescentes em consultório nutricional, em São Paulo. Tinha um funil rodando há 8 meses com taxa de conversão de 4% — abaixo da média do nicho.
Em 6 semanas, sem mudar tráfego nem oferta, dobrou pra 9% só ajustando uma coisa: pra quem o copy estava falando.
O insight
Olhando os dados de quem CONVERTIA, Bia notou algo: quase 100% dos pagantes eram mães. Mas o copy dela falava com a criança/adolescente:
- "Conquiste o corpo dos seus sonhos"
- "Aprenda a se alimentar como um atleta"
- "Quizzes interativos pra você"
Erro de framing: ela tava vendendo experiência pro usuário do produto (a criança), mas quem decidia e pagava era a mãe.
A reescrita
Bia trocou o tom inteiro. Em vez de falar com a criança, passou a falar com a mãe sobre a criança.
Headline antes:
"Aprenda a se alimentar de forma divertida e saudável"
Headline depois:
"Acompanhamento nutricional infantil que seu filho realmente segue (mesmo sem reclamar)"
A diferença é cirúrgica: a segunda fala diretamente da dor real da mãe — filhos que não obedecem dieta. A primeira fala duma promessa abstrata que não conecta com nenhum decisor.
Outros ajustes do mesmo nível
Bullets de benefício
Antes (focado na criança):
- Cardápios divertidos
- Aulas semanais
- Comunidade de jovens
Depois (focado na mãe):
- Sem briga na hora da refeição
- Menos preocupação com lanchinhos da escola
- Plano que respeita rotina família e orçamento
Depoimentos
Antes: vídeos de adolescentes falando do programa. Depois: vídeos de mães falando dos filhos.
"Ver o filho da Camila no vídeo me convenceu, mas escutar a Camila contando como ela superou a fase chata foi o que me fez agendar."
Garantia
Antes: "Garantia de resultado em 30 dias" Depois: "Se em 30 dias seu filho não estiver mais aberto a comer alimentos saudáveis, devolvemos 100%"
Mais específico, mais alinhado com a dor real, menos genérico.
O resultado
Em 6 semanas:
- Taxa de conversão: 4% → 9%
- Ticket médio: subiu 12% (mães topavam pacote completo)
- CPL (custo por lead): caiu 35% mesmo com mesmo budget de ads
E uma surpresa: redução de no-show (quem não comparecia na primeira consulta) de 22% pra 6%. Mães que decidem comparecem.
A lição
Você não está vendendo pro usuário do seu produto. Está vendendo pra quem paga. E muitas vezes não são a mesma pessoa:
- Curso de inglês infantil → pai/mãe (não criança)
- Software B2B → diretor (não usuário operacional)
- Plano de saúde → quem trabalha (não dependentes)
- Curso pra concurso → estudante (mas valida com cônjuge/família)
"Identifica quem assina o cartão. Fala com essa pessoa. O resto é detalhe."
Não foi mudança de produto. Não foi mudança de tráfego. Foi mudança de interlocutor. E a conversão respondeu.