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Casos

Nutricionista infantil dobra base atendendo só pais

Bia Costa percebeu que estava tentando vender pros filhos, mas os pais decidiam. Mudou o copy — e o resto do funil veio junto.

Equipe Flunora··3 min de leitura

Bia Costa atendia crianças e adolescentes em consultório nutricional, em São Paulo. Tinha um funil rodando há 8 meses com taxa de conversão de 4% — abaixo da média do nicho.

Em 6 semanas, sem mudar tráfego nem oferta, dobrou pra 9% só ajustando uma coisa: pra quem o copy estava falando.

O insight

Olhando os dados de quem CONVERTIA, Bia notou algo: quase 100% dos pagantes eram mães. Mas o copy dela falava com a criança/adolescente:

  • "Conquiste o corpo dos seus sonhos"
  • "Aprenda a se alimentar como um atleta"
  • "Quizzes interativos pra você"

Erro de framing: ela tava vendendo experiência pro usuário do produto (a criança), mas quem decidia e pagava era a mãe.

A reescrita

Bia trocou o tom inteiro. Em vez de falar com a criança, passou a falar com a mãe sobre a criança.

Headline antes:

"Aprenda a se alimentar de forma divertida e saudável"

Headline depois:

"Acompanhamento nutricional infantil que seu filho realmente segue (mesmo sem reclamar)"

A diferença é cirúrgica: a segunda fala diretamente da dor real da mãe — filhos que não obedecem dieta. A primeira fala duma promessa abstrata que não conecta com nenhum decisor.

Outros ajustes do mesmo nível

Bullets de benefício

Antes (focado na criança):

  • Cardápios divertidos
  • Aulas semanais
  • Comunidade de jovens

Depois (focado na mãe):

  • Sem briga na hora da refeição
  • Menos preocupação com lanchinhos da escola
  • Plano que respeita rotina família e orçamento

Depoimentos

Antes: vídeos de adolescentes falando do programa. Depois: vídeos de mães falando dos filhos.

"Ver o filho da Camila no vídeo me convenceu, mas escutar a Camila contando como ela superou a fase chata foi o que me fez agendar."

Garantia

Antes: "Garantia de resultado em 30 dias" Depois: "Se em 30 dias seu filho não estiver mais aberto a comer alimentos saudáveis, devolvemos 100%"

Mais específico, mais alinhado com a dor real, menos genérico.

O resultado

Em 6 semanas:

  • Taxa de conversão: 4% → 9%
  • Ticket médio: subiu 12% (mães topavam pacote completo)
  • CPL (custo por lead): caiu 35% mesmo com mesmo budget de ads

E uma surpresa: redução de no-show (quem não comparecia na primeira consulta) de 22% pra 6%. Mães que decidem comparecem.

A lição

Você não está vendendo pro usuário do seu produto. Está vendendo pra quem paga. E muitas vezes não são a mesma pessoa:

  • Curso de inglês infantil → pai/mãe (não criança)
  • Software B2B → diretor (não usuário operacional)
  • Plano de saúde → quem trabalha (não dependentes)
  • Curso pra concurso → estudante (mas valida com cônjuge/família)

"Identifica quem assina o cartão. Fala com essa pessoa. O resto é detalhe."


Não foi mudança de produto. Não foi mudança de tráfego. Foi mudança de interlocutor. E a conversão respondeu.